Um ano de saudades: Muito mais que "Tic tic tac"

 




Dono de uma voz exuberante, um gingado regional de ser e uma simpatia vista aos quatro cantos do Amazonas, ele encantou brasileiros e até gringos país a fora. Estou falando dele, o cantor amazonense Zezinho Corrêa, que hoje (06.02) completa um ano de partida. 

É difícil medir palavras a respeito deste grande artista, filho de Carauari, que nos deixou aos 69 anos. Um amazonense apaixonado pela terrinha, um grande pai, amigo de todos e grande artista cantor e compositor do norte. 

Lembro que o vi semanas antes da morte. No dia 18 de dezembro de 2020, estava no Teatro Manauara, para uma apresentação especial, em que ele faria parte. A época eu estava em um freelancer como assessora de imprensa e o conheci no camarim, mas já havia tietado ele antes, em outros eventos, mas ali, na minha frente, pela primeira vez a sós, fora de um contexto de fã, estava o Zezinho e uma jornalista.

Em um singelo "oi", me apresentei a ele, que me retribuiu com sorriso encantador de um artista. Em seguida me bateu uma curiosidade e perguntei ele, como foi a convivência com o falecido apresentador "Gugu Liberato", prontamente me respondeu que Gugu era uma pessoa muito simples e acolhedora e que abriu portas a ele e a banda Carrapicho, e que ele era muito grato ao apresentador. Achei lindo o reconhecimento. Troquei mais algumas palavras e me despedi, para depois fotografar e ver no palco, um espetáculo lindo com sua voz que encantava a todos.  

Zezinho era isso, um artista e ser humano além de suas músicas, com toda essência dele, com todo amor aos fãs, a qualquer pessoa que o cumprimentasse e sou eternamente grata por este momento de despedida ao lado dele. 

Seu legado, sua história de vida, jamais será esquecido por nós, amazonenses. Gratidão por tudo, siga descansando em paz, pois tudo que nos ensinou e mostrou sempre estará presente em nossas vidas e também em nossos corações amazonenses, além do Tic, Tic, Tac.

Islânia Lima é jornalista por formação, assessora de comunicação, colunista do Amazonia Press e site Repórter Cabocla.

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