Política interiorana e a vulnerabilidade do caboclo amazonense




Por Islânia Lima

Vivo em meio a política desde os meus 12 anos de idade. Meus pais, nascidos e criados nas barrancas do Solimões, sempre estiveram envolvidos em campanhas eleitorais, pensando em um futuro melhor para todos, não somente para que eles fossem beneficiados com qualidade de vida e de boa admistração municipal. 

Já participei de caminhadas, carreatas, panfletagens e hoje, jornalista de fato e de direto há uma década, já atuei como assessora de comunicação gerindo uma equipe de marketing político em campanha, bem como atuei sozinha como mídia social e assessora de imprensa. Experiências únicas na minha vida, com algumas vitórias e outras derrotas.

De todo este contexto e atualmente acompanhando uma campanha pela qual minha Coari elegerá o novo prefeito, em uma eleição atipica suplementar, algo acima disso tudo, sempre me chamou atenção: a verdadeira atenção dos gestores públicos com suas cidades e o eleitor que muitas das vezes de forma errada "vende" o voto e após a posse do pretendido, este mesmo eleitor não fiscaliza o que é feito com o dinheiro público municipal. 

Certa vez, ouvi da boca de um vereador a seguinte frase que me marcou: "Eles votam e depois nem lembram em quem votaram nas últimas eleições", - isso me doeu como eleitora e ser humana que sou. Até quando nós, eleitores, seguiremos com esta linha de pensamento? O dever de toda pessoa que vota é também o de fiscalizar o poder público. Não podemos apoiar pessoas fichas sujas para gerir nossas cidades. Principalmente políticos ex-presidiários, como vemos em Coari.  

E mais que isso, o eleitor pode sugerir ações que melhorem a qualidade de vida da sua comunidade, como segurança, lazer, saúde, educação, esportes, empregabilidade, ações sociais e de cidadania, afinal todo e qualquer gestor não é somente líder, mas funcionário do povo!

O primeiro passo é analisar a vida pessoal e pública do pretendido candidato, os feitos em prol da população. Alguns adoram maquear as principais vias da cidade e deixam a periferia largados a própria sorte.  O segundo ponto, ler e gravar na memória suas propostas de campanha e de preferência que você como eleitor possa imprimir e guardar, para depois como cidadão cobrar.

 E terceiro, após eleito, acompanhar diariamente o mandato do seu candidato via redes sociais, nas ruas, nas ações.  E quarto ponto e não menos importante, jamais venda seu voto ou troque por ranchos, vale gás, conta de luz paga, o trocado da cachaça... Afinal quem ama o municipio em que mora, precisa amar também o voto limpo e depois, claro, cobrar os deveres de todo gestor público municipal que precisa atuar de forma transparente para com toda população.

Votar consciente é um dever de todos, para depois não chorar o leite derramado de 4 anos sem progresso e vida melhor, para todos os municípes do Amazonas.

Postar um comentário

0 Comentários