No dia Mundial da Fisioterapia, especialistas da SES-AM explicam a importância da profissão

 


Segundo os fisioterapeutas, a especialidade devolve qualidade de vida aos pacientes


No dia Mundial da Fisioterapia, comemorado nesta quarta-feira (08/09), histórias de superação e luta por mais qualidade de vida e saúde são vividas diariamente na Policlínica Codajás, unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).

Com sessões semanais de dezenas de pacientes feitas com acompanhamento de 25 profissionais de fisioterapia nos mais diversos setores da unidade de saúde, a importância deste profissional aumentou, devido a pacientes com sequelas da Covid-19.  

O fisioterapeuta Jefferson Caldas faz parte do Projeto Respirar, que integra o Programa Saúde Amazonas, voltado para a reabilitação cardiopulmonar e física de pessoas acometidas pela Covid-19. Em agosto, o Governo do Amazonas dobrou o total de pontos de atendimento, aumentou de cinco para dez. 

As sessões de fisioterapia duram conforme o desenvolvimento do paciente, de acordo com Jefferson. “Avaliamos as condições cardiopulmonares do paciente, questão de fadiga, esforço e depois de algumas sessões, comparamos se teve melhora ou não daquilo que iniciamos”, explicou. 

Ao todo são marcadas dez sessões com durabilidade de 1h cada, mas o profissional destaca que pode haver melhora do paciente em menor tempo. Exercícios para realização em casa também são passados pelo profissional, contribuindo para o retorno das atividades normais do paciente. 

Qualidade de Vida - O auxiliar de serviços gerais, Evandro Aguiar, de 67 anos, teve Covid-19, em março deste ano, com agravamento de internação e paralisação das pernas. Ele conta que após a alta hospitalar teve dificuldades de respiração e em se locomover. 

De acordo com o auxiliar de serviços gerais, ele foi encaminhado para o setor de fisioterapia na Policlínica Codajás e iniciou as sessões que lhe devolveram qualidade de vida. “Com as primeiras sessões já comecei a recuperar meu andar e fiz ao todo 10 sessões. Graças ao atendimento de qualidade, hoje voltei para as minhas atividades normais e tenho mais força de vontade para viver”, afirmou.  

A profissão, que recupera e salva vidas, vai além das consultas e sessões, segundo a fisioterapeuta Anilda Ramalho, que atua na profissão há 33 anos e está há três anos na Policlínica Codajás.

Para ela, ser fisioterapeuta é um sacerdócio, que tem como meta devolver e reabilitar capacidades do ser humano. “Isso é o que mais me motiva a realizar com muito amor a minha profissão. A pandemia trouxe mais visibilidade a nossa profissão, pois tivemos uma guerra a enfrentar, com as mobilizações precoces e vamos continuar sendo importantes nas várias especialidades que a fisioterapia atua”, disse. 

Dentre as histórias vivenciadas pela profissional, destaca-se o caso de uma menina que ficou tetraplégica. Ela ficou 40 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e saiu do hospital andando após a realização de fisioterapia ambulatorial. 

Para o diretor geral da Policlínica Codajás, também fisioterapeuta, Ráiner Figueiredo, a área representa o renascimento aos prazeres da vida. “Temos pacientes de diversas modalidades e limitações e poder devolver a estas pessoas a vontade de viver, torna nossa profissão especial e imensamente gratificante. Fisioterapia é a demonstração clara e verdadeira do que é o amor ao próximo”, finalizou.  

Setor de Fisioterapia – Na Policlínica Codajás, o setor de fisioterapia atende com profissionais capacitados em diversas modalidades de segunda à sexta-feira. 

Os atendimentos são realizados após o primeiro contato do paciente na Unidade Básica de Saúde (UBS), onde é feito um encaminhamento médico para o especialista e, a partir disso, é agendado via Sisreg, para avaliação e consultas na unidade de saúde com o profissional de fisioterapia.


FOTOS: Islânia Lima/Policlínica Codajás



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